ler2.png

Créditos

Design e gestão técnica: pauloquerido.com, Lda
Autoria do quadro reproduzido: Joe Dunne

XML | RDF | atom

Secção Livros

21 de maio de 2005

As Ruínas Circulares

O terceiro livro da colecção leituras com net é, também ele, tirado dos blogues -- esse gigantesco repositório de talentos vários. É a vez de As Ruínas Circulares, de João Pedro da Costa, terem uma edição nobre em papel. Nobre e luxuosa: todo o interior do livro é a cores, para salvaguardar a criatividade gráfica do autor, mestre do post certeiro sobre o dia-a-dia de quem trabalha, convive e se diverte frente a um ecran de computador.Para melhor apresentar a obra decidimos incluir o

Prefácio

Estávamos a 25 de Agosto de 2004 quando recebi um e-mail para criar o blogue As Ruínas Circulares. O autor era, como tantos, um absoluto desconhecido para mim. Dei uma pequena ajuda no design do blogue, rectificando tecnicamente a imagem do logotipo. Pensei com os meus botões que tinha mais um blogue de autor, umbiguista como tantos. Estava longe de imaginar que o João Pedro da Costa se viria a revelar um dos mais talentosos bloggers que já conheci, e estou a falar de toda a blogosfera, que não apenas da escrita em Português.

Porém, não foi preciso esperar muito tempo para tropeçar, boquiaberto, no talento único do JP da C. No que reparei primeiro foi, obviamente, na série dos coelhos suicidas. Inspirado na obra de Andy Riley, JP da C levou muito longe a saga do coelho obcecado pelo suicídio, que inventa as situações mais incríveis para se imolar. Graças a essa homenagem do JP da C, pude conhecer Riley e comprei o seu livro na primeira oportunidade.

Mas As Ruínas, que pelo Outono do ano passado se estavam a transformar num blogue de culto, iam muito além da colagem gráfica aos coelhos suicidas. JP da C tem dotes de cronista que expressa abundantemente por dois discursos: o texto e a imagem. As palavras, ele reserva sobretudo para os posts intimistas e para a sua relação com a música (dezenas de belíssimas apreciações a albuns) e com o cinema. Cativou legiões de leitores por aí. Porém, não foi pela palavra que me tornei cliente regular das Ruínas. Foi pela espantosas construções gráficas com que o autor ilustra o dia a dia de um utilizador médio de computadores, primeiro, e da Internet e dos blogues em segundo lugar.

João Pedro da Costa é, na minha humilde opinião, o mais transcendente cronista do quotidiano do homem moderno, que vive entre o teclado e o monitor. Cronista bem disposto, com um humor hilariante e genial. Tem uma visão desconcertante sobre os mais ínfimos detalhes da nossa relação com o desktop do computador, com o sistema editorial dos blogues, com o programa de e-mail, etc. E partilha-a connosco através de imagens concebidas sem recursos (ele não usa programas gráficos! Não dá para acreditar!), originais, desconcertantes. Numa palavra: geniais.

Mesmo depois de descobrir o talento de JP da C, estava longe de imaginar que viria a editá-lo em livro. Mas em Janeiro deste ano, quando me aventurei na publicação em papel, pensei imediatamente me desafiar o autor para imortalizar As Ruínas Circulares no suporte papel. Felizmente para mim e para si, caríssimo leitor, o João Pedro aceitou. Passámos a partilhar o entusiasmo de fabricar um livro desde a raíz até ao produto final. Partilharemos também, estou certo, o sucesso desta obra.

Paulo Querido
Almada, 2 de Maio de 2005

Encomende online com desconto

Carregue para ler excerto gratuito em formato PDF

Permalink | Autor: ptd2 às 00:03 | 2 Comentários

08 de maio de 2005

Pagar para ver

Nova obra saída directamente de um blogue. Pagar para ver é o diário possível de uma mulher que, desiludida com um amor, não desiste todavia de acreditar que a felicidade existe.

Eis a apresentação mínima através da autora:
«O Modus ficou pronto em livro. Não o Modus que vive aqui, mas sim o que nasceu em Maio de 2003, em Nápoles, numa tarde de Primavera mais quente do que a justa medida, mais fria do que tinha desejado todas as tardes ao longo de dez anos, e que durou até ao fim de Dezembro passado. Criar um blogue, há dois anos quase exactos, não resultou de uma ideia minha, que na época pouco tinha contactado com este meio emergente - foi-me generosa (e incautamente, como se provou depois...) aconselhado por quem então sustinha o meu olhar. O livro que agora transforma em átomos tantos bits é uma recolha - mas também uma escolha feita por quem é depositário máximo da minha confiança. São textos resgatados entre milhares de palavras escritas ao longo de ano e meio de luta, insubmissão, algum prazer, alegria esporádica, muita revolta. É um percurso, uma itinerância, às vezes errante, circular, outras em plena fuga para a frente. Do resgate, tão imprevisto quanto compensador, não falo agora. Está no (fim do) livro.».

Carregue para ler excerto gratuito em formato PDF

Encomende online com desconto de lançamento

Permalink | Autor: ptd2 às 15:37 | 3 Comentários | TrackBack

16 de março de 2005

Luís Ene e as pequenas histórias

Clique na imagem para comprar com desconto de lançamento Um dos mais instigantes desafios da criação literária, especialmente no gênero conto, é o de alcançar alta qualidade na concisão. Há, bem sabemos, escritores que necessitam de duzentas e cinqüenta palavras para descrever um amanhecer chuvoso. Outros, entretanto, conseguem um resultado semelhante ou ainda melhor, servindo-se de dez palavrinhas em uma única oração.
Chegamos então ao ponto que faz toda a diferença: a habilidade artística de cada autor. Luis Ene, por meio de suas pequeninas e preciosas histórias, oferece-nos a tão rara concisão bem-sucedida. Cada conto propõe um jogo ficcional diferente, no qual o autor desdobra um tabuleiro mágico e movimenta as primeiras peças. Cabe ao leitor o prazer de concluir a partida, conforme seus próprios recursos imaginativos.
Com tal proposta interativa, fica provado que Luis Ene não subestima a capacidade de seus leitores. Aliás, o verdadeiro prazer da leitura é justamente o de mergulhar no sonho ficcional, não forma inercial, passiva, e sim colorindo-o com os matizes da nossa própria palete mental.
Eis por que considero admirável a arte de Luis Ene: sua literatura não é apenas competente, mas também lúdica e generosa.

Dennis D.
escritor e blogger brasileiro

Carregue aqui para comprar com desconto de lançamento

Grátis! Extracto de 20 páginas em formato PDF

Permalink | Autor: ptd2 às 22:40 | 5 Comentários | TrackBack